2 de mai de 2009

O segundo pergaminho

Em memória do Inominável, em desagravo aos Primeiros, em defesa dos Patriarcas, pelo bem dos Filhos dos Deuses.
Os Primeiros atravessaram as Pradarias da Eternidade e deixaram os Patriarcas neste mundo para colonizar e dar seqüência a gens dos deuses. Os Patriarcas descenderam dos Primeiros, nasceram neste mundo e são os únicos que lembram suas origens. Eles formaram suas tribos de acordo com as estrelas donde vieram. As estrelas foram geradas pelo Um, o Inominável, no Reino Eterno, este é o domínio do Um. Houve um ciclo em que as estrelas dos Primeiros demonstraram desgaste, o que levou aos Primeiros, lembrados sejam por isto, a desafiar o imenso Oceano do Abismo em busca de um novo lar.
Os Primeiros conseguiram, com custo, passar os limites de suas estrelas primordiais, eles encontraram na fronteira conhecida do Reino Eterno um sistema de estrelas compatíveis para a implementação e estabilização de colônias provisórias, encontrando na 3ª estrela as melhores condições de formar os assentamentos, tornando esta estrela em mundo porque era habitável.
Das plataformas, os Primeiros ocuparam a região mais propicia para a colonização e formação de sua descendência por ter encontrado nesta alguns nativos em estado antropóide, demonstrando o potencial do habitat deste mundo. Os Primeiros puderam gerar segundo suas linhagens os Patriarcas, tendo com os primatas duas linhagens híbridas, uma foi chamada de deva e a outra foi chamada de humana, tendo cada uma produzido 6 troncos semelhantes, porém distintos.
Em memória do Inominável, em desagravo aos Primeiros, em defesa dos Patriarcas que fundaram as colônias permanentes neste mundo, conforme as estrelas de onde vieram, para continuar a descendência dos Primeiros. Em memória do Inominável, em desagravo aos Primeiros, em defesa dos Patriarcas, a memória dos deuses foi confiada a seis dos Patriarcas que mais guardavam com honra sua filiação vinda dos Primeiros. Eis os assentamentos.
O primeiro foi dos Anunaki, descendentes de Anu e Antu, se fixaram a sul e sudeste do Continente. Entre a descendência de Anu houve guerra pela sucessão, Marduk venceu Tiamat e confirmou sua herança sobre seus irmãos coroando seu filho, Baal. O segundo foi dos Elohim, descendentes de Enlil e Ninlil, se fixaram ao centro e a leste do Continente. A sucessão destes também teve disputa entre os irmãos tendo Iahvé superado as expectativas, ele venceu com o apoio de Marduk e El, seu irmão mais velho, mas estranhamente Iahvé não confirmou sua herança, desapareceu em meio aos humanos por mil anos deste mundo.O terceiro foi dos Nefilim, descendentes de Nanna e Ningal, se fixaram a norte e nordeste do Continente. Nesta descendência não houve guerra entre irmãos, eles preferiram formar uma Confederação ao invés de impor um reino. Esta colônia concebeu grandes progressos e riquezas, a mistura da semente dos deuses com os devas e os humanos foi mais bem sucedida, fortalecendo a descendência e continuidade dos deuses antigos. Por nunca se esquecerem de suas origens, responsabilidades e objetivos, eles conseguiram guardar suas tradições e enraizar seus laços consangüíneos com os humanos, aos quais estas memórias foram confiadas por estes para evitar no futuro a tragédia sobre este mundo, caso Baal ou Iahvé resolverem levantar seus exércitos contra os outros deuses e suas colônias, tomando para si todo o domínio.
Em memória do Inominável, pela herança dos Primeiros e a honra dos Patriarcas que fixaram o quarto assentamento ao noroeste e a oeste do Continente com a descendência de Enki e Ninki, os Malachim, os que mais se voltaram para suas raízes com este mundo, formando uma herança mais humana, perdendo as memórias dos deuses. Nesta ocasião, os Primeiros, decepcionados com as lutas entre seus descendentes, os Patriarcas, receberam um aviso transmitido desde seu outrora lar de que havia outras estrelas se desgastando, de que haveria uma nova emigração de deuses e eles, pela experiência e dever, deveriam procurar nas vastidões inóspitas das Pradarias da Eternidade, um lugar para esta nova migração fundar suas colônias.
O quinto assentamento a sudeste do Continente pertenceria aos Serafim, descendentes de Utu e Ishtar, mas os Elohim, liderados por Iahvé, avançaram e tomaram os criados, herdeiros, armas e riquezas trazidas pelos Primeiros que, para preservarem suas vidas e descendência, refugiaram-se com os Nefilim.
O sexto assentamento pertencente aos Querubim, descendentes de Iskur e Ninarsag que deveria estar no centro do Continente, eles tiveram que aceitar sua escravização pelos Elohim e o reinado de Iahvé, formando toda uma descendência de servos e escravos que receberam o nome de anjos.
Desta forma, as memórias dos deuses foram dispersas entre estes grupos sendo que os Nefilim empenharam-se em guardar tais memórias aos humanos, para que sempre lembrem das origens dos Patriarcas e de suas origens desde os Primeiros, vindos do Inominável, que jamais deveria ser esquecido. Estas são as memórias dos Nefilim que, em conjunto com os Malachim, vem protegendo a descendência dos deuses, devas e humanos da ditadura de Baal ou Iahvé sobre este mundo.
Em memória do Inominável, pela herança dos Primeiros e em honra aos Patriarcas que então formaram dois legados diferentes. Os Usurpadores, que são Baal e Iahvé, que vêem nos humanos não sua descendência igual e semelhante aos deuses, mas como gado para servir aos deuses que nasceram da linhagem dos Primeiros. Os Humanistas, que são Lúcifer e Satan, que vêem nos humanos a mesma capacidade e legitimidade, são estes os responsáveis pelo gerenciamento e condução da raça. Quando os Primeiros tiveram de deixar este mundo atrás de novas colônias para as novas migrações de deuses e garantir novos assentamentos aos seus descendentes, confiaram aos Humanistas para que esses mantivessem a memória das origens, bem como o projeto do destino dos Filhos dos Deuses. A descendência dos Humanistas vem mantendo desde então as memórias e as tradições dos deuses antigos, na esperança de que os humanos jamais sejam dominados por um falso deus único e para que possam vir a desenvolverem-se, para que se tornem aptos a receber a herança que lhes pertence, com responsabilidade e maturidade. Humanos, lembrem-se e resistam aos Usurpadores e honrem a memória dos deuses mais antigos!

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